27 de outubro de 2009

A cidade e as serras - Rafaella Pisano





Desde pequeno Jacinto se destacava por sua inteligência e sofisticação. Acredito que essa sofisticação e “ostentação” da vida material levaria os moradores da av. Campos Elíseos , nº20 a morar num palácio assim como o representado pela foto. No seu interior uma decoração bem sofisticada, com quadros e objetos feitos por artistas reconhecidos. Os cômodos bem grandes e arejados com uma pintura escura e uma luminosidade natural que entra pelos grandes vãos formados pelas janelas. Grandes colunas, que na época serviam para demonstrar poder. O poder que Jacinto e D’ galeão possuíam. No seu interior acredito também , que haviam típicos objetos portugueses como por exemplo azulejos bem ornamentados. Apesar de todo o luxo e de toda a sofisticação que esse palácio oferecia Jacinto começou a perceber que não estava completo. No campo ele não encontra tanto conforto quanto tinha na avenida mais conhecida de Paris,mas aprende que para ser feliz não é necessário tanto requinte. A vida simples do campo pode oferecer muito mais do que se imagina.

Arquitetura neoclássica - por Rafaella Pisano



O neoclássico é a retomada do Clássico com uma modificação na relação entre a natureza e o homem, onde o homem começa a exercer um domínio maior sobre a natureza por meio da técnica. Para os neoclassicistas, os princípios da era clássica deveriam ser adaptados à realidade moderna o estilo barroco era considerado ‘ falta de gosto’. No Barroco a natureza era integrada a arquitetura como um ornamento, agora essa forma de construir arquitetura foi substituída por uma separação entre o homem e a natureza. Os artistas neoclássicos queriam um estilo lógico. O Neoclassicismo veio por duas razões:
*avanço do homem em controlar a natureza
* mudança na maneira de pensar do homem e as transformações que ocorriam naquele momento que formavam uma nova cultura de acordo com o estilo de vida burguês, mecenas da nova estética. Com isso o estimulo de aumento da produção e novas técnicas. Quando os movimentos revolucionários estabeleceram repúblicas na França e América do Norte, os novos governos adotaram o neoclassicismo como estilo oficial pois relacionavam a democracia com Roma e Grécia.
Os arquitetos procuraram reavaliar a antiguidade sem copiar, foi possível então a realização da obra do arquiteto Giovani Battista Piranesi que defendia a arquitetura em seu mais alto nível através dos etruscos e romanos, essas qualidades adquiriram força graças grandiosidade do que foi construído e tido como exemplo de arte.
Assim temos vários exemplos de arquitetos das novas instituições burguesas que sofreram essa transformação, entre eles está Schinkel que foi influenciado pelo gótico com sua experiência na Itália.
O neoclássico se dividiu em dois, o classicismo estrutural e o Romântico, o primeira se concentrou em obras de fundo social (para a sociedade, hospitais, prisões). O segundo na estética das construções.

Henri Matisse

Exposição Henri Matisse na Pinacoteca do Estado de São Paulo - Matisse aujourd'hui
Por Carolina N. Carlos
Durante a exposição de Henri Matisse na Pinacoteca do Estado de São Paulo, podemos perceber que Matisse foi um grande pintor francês contemporâneo. Em suas obras desenvolve-se mais como espiral do que como progressão linear. Uma outra técnica utilizada pelo pintor, era a pintura a óleo, mais tarde além dessa Matisse adota uma outra técnica que é a técnica com papeis recobertos com guache e recortados, que trouxe grande liberdade e modificou sua relação com a arquitetura. Em cada obra do pintor conseguimos interpretar uma emoção, onde essas são constituídas por um conjunto de obras que abrangem todos os períodos e técnicas: pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e livros ilustrados.

Cada sala da exposição aborda um tema como natureza morta, paisagens, auto-retratos e mulheres (as odaliscas).

     



26 de outubro de 2009

Henri Matisse - Mariana Meccatti Leite



Exposição Henri Matisse

"Ao longo de sua carreira, Matisse explorou diferentes técnicas artísticas. Suas inovações na maneira de fazer e pensar arte, além de resultar em uma produção de grande importância, serviram de referência para muitos artistas, não só em sua época, mas ainda hoje."
A exposição ' Matisse Hoje ' se apresenta como uma 'microspectiva' constituída por um conjunto de obras que abrangem todos os períodos e técnicas: pinturas, esculturas, desenhos, gravuras e livros ilustrados.
Cada sala é autônoma e aborda um tema emblemático. Paisagem, natureza morta, retratos e as odaliscas (que para ele representava a tensão plástica do corpo feminino), o desenho, o arabesco, os papeis recortados, são alguns temas abordados.
A grande presença de imagens de mulheres na produção de Matisse pode ser explicada pelo processo criativo do artista, que não se satisfazia em representar brevemente cada assunto escolhido, ao contrário, insistia em um tema até sentir-se seguro para representá-lo.
Matisse tem uma relação com a natureza que não é alimentada só pelas viagens, mas também pelo seu ambiente do cotidiano.
Ele considerava suas imagens tão importantes quanto seus desenhos. Experimentou muitas técnicas, que lhe deram liberdade para expressar de maneira mais justa, de acordo com ele, seus pensamentos.
" Desenhar é explicitar uma idéia. O desenho é a precisão do pensamento. Pelo desenho, os sentimentos e a alma do pintor passam sem dificuldade para a mente do expectador. Uma obra sem desenho é como uma casa sem estrutura", compara, Matisse com seus desenhos e a arquitetura.
Para Matisse, o objeto não é tão importante, mas sim o meio como é criado o objeto.
A arte de Matisse baseia-se num método que, segundo ele próprio, consiste em abordar separadamente cada elemento da obra - desenho, cor, composição - e em juntá-los numa síntese. Abandonou assim a perspectiva, as técnicas do desenho e o efeito de claro-escuro para tratar a cor como valor em si mesma.
Depois que descobriu uma doença incurável, que vai incapacitá-lo cada vez mais para a pintura, Matisse descobriu um novo meio de se expressar. A técnica com papéis recobertos com guache e recortados, trás grande liberdade e modifica sua relação com a arquitetura.



Bibliografia:
- Pinacoteca do Estado de São Paulo
- Musée Nationale d'art moderne

- Bibliothéque Nationale de France

- Musée Départemental Matisse - Le Cateau Cambrésis

HenriMatisse




Arquitetura Funcional

Não gosto da arquitetura nova
Porque a arquitetura nova não faz casas velhas
Não gosto das casas novas
Porque as casas novas não têm fantasmas
E, quando digo fantasmas, não quero dizer essas assombrações vulgares
Que andam por aí...
É não-sei-quê de mais sutil
Nessas velhas, velhas casas,
Como, em nós, a presença invisível da alma...Tu nem sabes,
Apena que me dão as crianças de hoje!
Vivem desencantadas como uns órfãos:
As suas casas não têm porões nem sótãos,
São umas pobres casas sem mistério.
Como pode nelas vir morar o sonho?
O sonho é sempre um hóspede clandestino e é preciso,
(Como bem sabíamos)
Ocultá-lo das visitas,
(Que diriam elas, as solenes visitas?)
É preciso ocultá-lo dos confessores,
Dos professores,
Até dos Profetas,
(Os Profetas estão sempre profetizando outras coisas...)
E as casas novas não têm ao menos aqueles longos, intermináveis corredores,
Que a Lua vinha às vezes assombrar!


Mario Quintana

A Cidade e as Serras - Mariana Meccatti Leite








    A obra ' A cidade e as Serras' foi desenvolvida através da idéia central do conto ' A Civilização'. É um romance que ironiza os males daquela população, e elogia os valores da natureza, mas que não podem ser confundidos com o elogio da mesmisse e da simplicidade da vida campestre.
Sua obra fala das pessoas que tem dinheiro na cidade, de sua vida burguesa, que vivem em Paris, e das classes sociais inferiores, que vivem nas serras, em Portugal.
    Apesar do livro ter sido publicado em 1901, ele retrata cenas recorrentes no nosso cotidiano, como a migração de pessoas do campo para as cidades e vice-versa, em busca de um outro estilo de vida, mesmo que isso a leve a uma ausência de comodidade, mas tendo em vista uma vida mais tranquila, assim como o personagem Jacinto de Tormes muda-se para o Campos Elísios.
Haja vista uma comparação do campo e da cidade, do século XVIII/XIX para com os dias atuais, nos mostra que houve evolução tecnológica em ambas regiões. O progresso no campo sempre nos mostrou mais discreto, porém além das carroças e uma vasta vegetação, é possivel encontrar energia elétrica e vestígios de modernismo. Já a cidade passou por um salto tecnológico gigantesco para o período em que o autor escreveu a obra. 
O realismo característico do autor, bastante presente na obra, seria facilmente encontrado caso o livro fosse reescrito. A mensão que o autor faz ao romantismo, característica do século XVIII é tão atual quanto o preconceito recorrente ao nosso redor.
    O homem e sua infima mania de ser o mandatario de quaisquer que seja a relação com o proximo, só carrega há tempos uma mesma cicatriz, o adestramento selvagem imposto por nós a natureza e a devastação de valores moraes e éticos, como um chicote e uma ração é capaz de representar para um cachorro. 
    Somos devotos de nossas ações e intolerantes com o tempo, pensamos sempre no bem individual do que no bem maior. Limitamos o saber e preferimos a praticidades. Sucumbidas pelas mesmas, vemos a destruição do verde e a proliferação do asfalto, diminuindo as divisas da bela Paris, com sua Champs Elysées e do Campos Elísios, o paraiso. Paraíso este que só aumenta em números de virtuosos que repousam após a morte, porém o verde florido se restringe ao que sobrou da nossa voraz devoção.

16 de outubro de 2009

A Cidade e As Serras - Cristiane

O Romance A Cidade e As Serra tem como característica dois movimentos chamado de Romantismo e Realismo. O romantismo iniciou na Europa no final do século XVIII, chegando para os outros países até o final do século XIX. Característica do Romantismo é valorização das emoções, liberdade de criação, amor platônico, temas religiosos, individualismo, nacionalismo e história. O Realismo ocorreu na segunda metade do século XIX. A principal característica desse movimento era abordar temas sociais e psicológicos, o personagem é retratado com suas qualidades e defeitos. O Romance comenta a travessia de Jacinto de Tormes, um defensor do progresso e da civilização. Ele troca o mundo civilizado, repleto de comodidades vindo do progresso tecnológico, pelo mundo natural, selvagem, primitivo e pouco confortável, mas onde encontra a felicidade, mudando radicalmente de opinião. O romance mostra uma relação entre os burgueses e a classe trabalhadora como faz Jacinto ao reformar sua propriedade no campo para melhorar as condições vida dos trabalhadores. Por meio do personagem central, Jacinto de Tormes, que representa a burguesia portuguesa, o autor critica o estilo de vida afrancesado e desprovido de sinceridade, que só pensa no progresso urbano e industrial afastando de suas origens do solo e da cultura do país. No romance quando o autor fala sobre a natureza, ele não quer mostrar uma defesa apaixonada e sim aproximar os portugueses da sua terra natal. Na sua viagem Jacinto se encontra com ele mesmo, o eu interior e exterior. Com a mudança de Jacinto para a Serra ele leva para sua cidade natal do seu pai o progresso de uma maneira que a população local não mude seu modo de viver. Criando hortas futuristas e uma biblioteca em suas terras. O Romance é uma critica a burguesia, o preconceito e a intolerância. As descrições de locais são ricas de detalhes: Ex. pagina 19 Pela Avenida dos Campos Elísios, os fiacres (na França são carruagens de praça de aluguel) rolavam para as frescuras do Bosque, lentos, abertos, cansados, transbordando de vestidos claros . O comportamento de pessoas (pessimismo, ironia e humor). Ex. pagina 21 Um cão lambendo a mão do dono, de quem vem o osso ou o chicote, já constitui toscamente um devoto, o consciente devoto, prostado em rezas ante o Deus que distribui o Céu ou o Inferno! Utilizando uma linguagem direta e objetiva, estou levando em consideração que o Autor Eça de Queirós escreveu este livro em 1901, então sua escrita não é muito usual para o século XXI. Personagens: José Fernandes é o narrador do romance, a importância de seu personagem é a sua capacidade de sentir ou de pensar. Assim, tanto desilusões amorosas quanto preocupações sociais são tratadas com almoços extraordinários. Ao longo do romance ele procura provar o engano da crença da civilização de seu amigo, Jacinto de Tormes, tem perante aos não civilizados, embora o admire muito. Jacinto de Tormes é filho de uma família de fidalgos portugueses, mas nascido e criado em Paris em seu palácio nos Campos Elisíos, n° 202. Jacinto se cerca produtos da civilização e de tudo o que o progresso produz de mais moderno. Entretanto, o excesso do ócio e conforto o entedia, a ponto de fazê-lo perder o apetite, a força física e a disposição intelectual da juventude. Levado pela situação a conhecer suas propriedades nas serras portuguesas apaixona-se pelo campo, lá faz algumas mudanças.


< ver blog: http://arquipaixao.blogspot.com/ >

22 de setembro de 2009

Lina Bo Bardi, A MÃE do Museu de Arte de São Paulo (MASP)


Achillina Bo, conhecida como Lina Bo Bardi, (Roma, 5 de dezembro de 1914 — São Paulo, 20 de março de 1992) foi uma arquiteta modernista ítalo-brasileira, casada com o crítico de arte Pietro Maria Bardi. Principais obras:
*Instituto Pietro Maria Bardi - SP- 1951- Conhecido cmo "A casa de vidro".
*Museu de Arte da Bahia
*Teatro Oficina, SP, 1990
*SESC Pompéia- SP, 1990
*Igreja do Espírito Santo do Cerrado, MG, 1976
Sua obra mais conhecida é o projeto da sede do MASP, Museu de Arte de São Paulo.
Famoso pelo seu vão livre de 70 metros, que se estende em quatro enormes pilares, o edifício é considerado um importante emeplar da arquitetura brutalista brasileira, e um dos mais importantes ícones da capital paulista.

4 de setembro de 2009

Arquitetura com Containers

A recente tendência de uso de containers em arquitetura começou com a criação de postos de saúde no Sri Lanka pos-tsunami. Inicialmente era idealizado a criação de pequenas unidades educativas no Sri Lanka, mas a necessidade de ajudar as vítimas interrompeu o projeto.
Atualmente o potencial construtivo dessas grandes caixas de ferro está rapidamente se expandindo para a arquitetura residencial, onde está encontrado um espaço pouco explorado no que se refere a mecanização e pré-fabricação. As vantagens são notáveis: custos menores e tempo de obra bastante reduzidos.
Outro ponto a favor é o conceito de arquitetura sustentável. Não somente pela reciclagem de velhos containers, mas também pela de proposta de criação de unidades energeticamente autonomas (ou quase) com o uso de painéis solares, com captação de água da chuva, e pela aplicação de materiais ecológicos.
Moda, ou não, a arquitetura de containers se apresenta com força e personalidade no cenário da arquitetura comtemporanea. Tem como ponto de partida valores socialmente corretos, além de aceitar sem medo o paradigma de projetar e construir quase exclusivamente linhas ortogonais, ou seja, criando ambientes dentro de "caixas".

[Artigo em BusinessWeek]



3 de setembro de 2009

Arquitetura Neoclassica

A arquitetura neoclássica surgiu som o objetivo de romper o movimento Barroco. Começou no século XIV e tem o estilo construtivo Greco-romano, que caracteriza-se pelos arcos, frontões, colunas e cornijas.



 Chegou a São Paulo no final do século XVIII. Esta presente na maioria dos projetos de Ramos de Azevedo, onde a maioria localiza-se no centro da cidade de São Paulo tendo como exemplo Museu da caixa, criado em 1911, a principal característica é o frontão encimando a fachada e as colunas,. Outro exemplo que podemos citar também localizada no centro de São Paulo é a Pinacoteca, construída em 1895, onde suas características principais é o frontão encimando a fachada, as colunas, suas amplas janelas, suas pilastras e as paredes.